(Para que conste, fiquei assim por ouvir o álbum de Daughtry. O novo. É bom, mas é um perigo.)
Efectivamente, sem Moralizar
Quem não adora o toque suave dos lençóis enquanto a chuva bate ritmada na vidraça... o suspiro das ondas do mar quando abraçam a areia... adormecer nos braços de alguém cujo simples cheiro nos conforta... sentir cada gota de água quente escorrer pelas costas enquanto relaxamos no chuveiro...
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Gone too soon
(Para que conste, fiquei assim por ouvir o álbum de Daughtry. O novo. É bom, mas é um perigo.)
Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
(em)OCEAN
Domingo, 23 de Outubro de 2011
Bubbles
Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
São como as cerejas
Domingo, 16 de Outubro de 2011
Gelado
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| Will Cotton- Ice cream cavern |
"Não posso comprar felicidade, mas posso comprar gelado e é mais ou menos a mesma coisa."
(A outra ideia a que associo os momentos mais marcantes da minha vida é a praia das Avencas. Mas creio que nesse caso o motivo é diferente. É a minha primeira casa. É lá que está a minha "família". E por falar em parentesco, tenho outro texto para escrever...)
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
'Tá quietinho (Um Deus de trazer por casa)
Sábado, 24 de Setembro de 2011
Angelologia
Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011
Quando a hora não é hora
Tento conformar-me, não me deixar consumir pela culpa (o que, dependendo do prisma de pensamento, pode ser uma luta atroz ou tão natural quanto respirar). Mas, quer eu queira, quer não, a pedra está no sapato e não tenho como tirá-la. Não é propriamente doer, nem impedimento para andar…mas mói, incomoda, chateia.
Entretanto o sol já foi: o espelho devolve-me a imagem duma Rita alaranjada, com o cabelo desalinhado e um semblante pensativo. Já desliguei a televisão, agora as colunas tocam baixinho (Foreigner, um grande som, Urgent. Já batia ao Lou Gramm por me estar aqui a encher os ouvidos com uma emergência que também me atormenta). Aconchego-me em mim, escalda-me a pele e a alma- nenhuma das sensações é inteiramente desagradável e, no entanto, alguma delas me está a arrepiar a nuca. Sinto demais, e tenho uma tendência impressionante para o desafio (a pedra que mexe, o carro sem travões, o precipício!). Condenem-me. Um dia tudo vai bater certo. Hoje só não é o dia.
Sábado, 17 de Setembro de 2011
Sete Pecados
Inveja. Bem, este já tem a balança mais equilibrada: pelo menos não é bonito. Vivemos num mundo em crise constante – quer financeira, quer de valores- onde as oportunidades são escassas e o que não falta é concorrência (por vezes) desleal. Cobiçar o alheio é mais natural do que pecaminoso, por princípio. E é dessa inveja que nasce a vontade, (quiçá) a motivação, para lutar por mais e melhor. Se lhe chamar “seguir o bom exemplo alheio”, no fundo, é a mesma coisa; mas é praticamente de louvar e não está errado. “Eu, cobiçar aquela vivenda com piscina, barbecue e campo de ténis? Não! Estou só a dizer que o modelo de vida daquele senhor empresário no bruto fato Armani que a comprou é nobre, vou fazer tal e qual.” –e, sinceramente, qual é o problema? Não que esteja correcto e seja bonito, mas daí a ser condenável vai um bocadinho. Devo ser feliz com o que tenho…mas se desejar mais ninguém leva a mal. Olhar para a galinha da vizinha não tem pecado nenhum, mas pelo menos que dê também valor à minha. De qualquer modo, este é um a evitar.
Ganância, ou avareza (segundo a Igreja Católica são uma e a mesma coisa). Ah. Este já é outro patamar, que faz na minha cabecinha muito mais sentido. É sem dúvida o pecado que considero condenável. Invejar é uma coisa que, controladamente, pode até ser saudável: a ganância é uma idolatria excessiva e descontrolada pelo material que passa por cima de tudo e todos. É um hino ao dinheiro que destrói a humanidade de cada um, e que leva ao isolamento. Uma espécie de auto-estrada sem fim nem saídas. Não gosto nada.
Ira. Não passamos todos por lá? É um impulso pouco correcto, mas não há como contê-lo vivendo no século XXI. Há más acções, más pessoas, acasos azarentos, abismos. Há buracos muito grandes- não faltam provocações que plantem a semente da raiva algures cá dentro. E ela ou é descarregada…ou cresce. Ódio, rancor, vingança. Bem, se evoluir até aqui, então sim, também condeno. Mas, nestes escassos anos de vida, já estive uma mão cheia de vezes (pelo menos) furiosa. Já perdi a cabeça, disse e fiz mais do que devia. Já, certamente, ultrapassei os limites do razoável e invadi o domínio do “outro”. E não me considero assim tão má pessoa.
Preguiça. Haja dó. Noventa por cento das pessoas que conheço são preguiçosas, algumas mesmo ao extremo. E a grande maioria delas não merece condenação por isso. Mais uma vez, as circunstâncias em que vivemos são propícias a um estado de cansaço e moleza que nos atira para o sofá. E momentos de ócio são necessários. Existindo uma conciliação entre trabalho e inactividade que permita à pessoa ter um nível de vida que a satisfaça sem incomodar ninguém…então que molengue à vontade no tempo livre. Havendo esmero e empenho quando é necessário, há tempo para tudo. Até para ficar esparramado na cama um dia inteiro.
Vaidade. ADMITO- precisava de começar por aqui! Também chamada de soberba (que será provavelmente um termo mais correcto, eu é que sou menos simpatizante). Não precisa de ser uma questão tangente à arrogância e ao orgulho, na minha opinião. Uma pessoa deve-se esmerar nos actos, nos sonhos, no pensamento…porque não na imagem? Qual é o pecado de querer parecer o melhor possível? É por estar ligada à luxúria? É juntar o útil ao agradável…e torná-lo quase divino (cheira-me que o problema é esse). Eu acho muito bem: se eu não gostar de mim, quem gostará?
Fazendo uma avaliação- vou arder no inferno! Tirando a ganância e a ira (do qual sofro pouco), confesso que estes pecados são quase traços de personalidade. Bastante gerais, por sinal.
Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011
Parêntesis mental
Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
Não é uma música d'Os Pontos Negros, mas poderia ser (Conto de Fadas da Madorna à Parede)
Ontem, hoje e (talvez) amanhã
I'm feeling lonely, I can't breathe
I fall to pieces, I'm falling
Fell to pieces and I'm still falling
Every time I'm falling down
All alone I fall to pieces
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
A Rita e um "Suponhamos"... (Destino)
Sábado, 27 de Agosto de 2011
Ás dos Flippers
Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
"I wanna know what love is"
Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
Mishmash
E entre racionalizar e sentir, será que também não posso enfiar tudo no mesmo saco? É uma chatice, quer dizer, no fundo racionalizo tudo o que sinto -o que tendencialmente corre mal-, mas quando não o faço tenho uma certa dificuldade em separar as coisas no cérebro. Neste campo, culpo a minha professora primária. Uma excelente senhora que me deixou muitas saudades e lições, sendo delas a mais importante: separa as coisas todas em gavetinhas na cabeça- assim vais saber onde procurar quando quiseres respostas. Ora, eu quero muitas respostas. As minhas cómodas encefálicas é que já estão cheias, e de cada vez que faço limpezas para tirar o que já não serve ou não é preciso acabo tipo as velhas (guarda isso, não deites fora, olha que ainda te vai fazer falta!). Sinto muito. Mas -sinto muito!- não há nada a fazer. Só se tentar não racionalizar o que sentir...mas aí em vez de separar as coisas em gavetinhas vou deixá-las em cima da cama, e quando as quiser usar vão estar sujas e por engomar, isto se as vir (Molly, devia processar-te por isto!).
O que depois desta conversa toda acabo por não contar é o motivo deste mishmash, o que é que me está a deixar confusa. Infelizmente, não o vou poder fazer: isto perderia todo o interesse se me pusesse para aqui a expor problemas pessoais e dúvidas existenciais. Teria piada- mas seria muito embaraçoso. Se alguém no planeta sequer perceber o que quis dizer já me dou por realizada.
(A preparar-me para mais uma batalha interior! Rita de combate!)
O Domador de Bonecas (parte 7)

Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Roda roda vira
Vou ruminando os dias com um misto de felicidade e aborrecimento; é certo que este calor e ausência de roupa contribuem para a minha boa disposição, mas por algum motivo que desconheço o meu âmago quer mais. Esta talvez não tenha sido a minha melhor metáfora- a conotação da vaca associada à nudez dos corpos vai provavelmente suscitar reacções indesejadas-, portanto uma melhor expressão seria “os dias chiclete”. Sim, como na música. Prova, mastiga e deita fora.Não me interpretem mal, por mim poderia ser verão todo o ano. Fico extremamente feliz por chapinhar com os amigos; aliás, na maior parte dos dias deito-me e levanto-me com a sensação de que tenho tudo o que preciso. Mas naquela pequenina parcela em que acordo com o pé de fora, torço o nariz e formam-se nuvens cá dentro. A minha dúvida refere-se à futilidade desta felicidade. O verão é uma espécie de cadeia de fastfood gigante, elevada a um expoente máximo; eu sou aquela pessoa que depois de uns dias a comer hambúrgueres sente saudades de um peixinho grelhado. A questão é que é tudo tão fácil, de aspecto tão imaculado e sabor delicioso que uma pessoa tende a desconfiar de que algo está errado. Na minha vida há mais feitos heróicos e aventuras incríveis numa semana de Junho que no Inverno inteiro; por algum motivo passo meses frios a ver gente feia e mirradinha, adoentada e com olheiras, e de repente distingo na mesma multidão deuses do Olimpo, actores de cinema e modelos de roupa interior. Mas esta gente está toda fechada a sete chaves em ginásios e spas até Abril? E onde andam as pessoas simpáticas, que dizem bom-dia a conhecidos e estranhos, quando troveja e há gelo nos passeios?
Estou mais uma vez a usar o blogue para vomitar as entranhas- algo que não tem o menor interesse. Deveria mastigar e engolir esta ideia, até porque assim que der um mergulho no mar o meu bom humor volta, saltitante. Enerva-me: nunca consegui distinguir a minha faceta mais forte. O meu lado lunar e solar não se dedicam a aniquilar o inimigo: andam de mãos dadas, brincam juntos e são felizes. Não conheço absolutamente mais ninguém com gostos tão díspares e personalidade tão versátil. “Antigamente era esquizofrénica; agora estamos óptimos!”- é mais ou menos assim a minha vida.
Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Ponto e vírgula
Hoje, totalmente em desacordo com o boletim meteorológico, está um dia lindo lá fora; vou, contudo, ficar em casa. Preciso de pensar, de ouvir um pouco de música (daquela animada!), de dedicar umas horinhas a ser mulher; afinal de contas, nos últimos tempos tenho ficado em último lugar na minha lista de prioridades. Se te dou atenção e me preocupo sou uma chata; se não te ligo nenhuma já perdi o interesse por ti. Se fico em casa sou uma desocupada, estou a fazer chantagem emocional e não aproveito a vida; se saio com os meus amigos já ultrapassei a dor e estou a seguir em frente depressa demais. Se estou triste ando sempre mal humorada, até incomodo as pessoas; se me rio à gargalhada, canto, danço e salto à corda devo ser maluquinha da cabeça. Já não entendo o teu ponto de vista, já não suporto fazer tudo errado, ser presa por ter cão e por não ter, não dar uma para a caixa; contudo amo-te hoje mais do que nunca e, contra todas as expectativas, não quero mais nem menos do que estar ao teu lado.Comecei o dia por um longo e relaxante banho de espuma, sem pensar na ecologia nem na crise; hoje vou filtrar essas preocupações agoniantes. Vesti-me, tomei o pequeno-almoço com calma e desliguei o computador e o telemóvel; nada de contacto com o exterior. Liguei a aparelhagem e logo a voz de Sade, doce e penetrante, me elevou a outro nível; ainda assim faltava qualquer coisa. Sequei o cabelo, pintei as unhas, actualizei o meu blogue, almocei...aquele vazio nunca me abandonou, nem por um segundo, foi, aliás, aumentando; no fim, a cabeça já me doía e eu sem saber o que me faltava.
Bateram à porta; estranhei, porque a campainha não tocou, simplesmente alguém estava a dar com os nós dos dedos na madeira da minha porta, no quinto andar. Espreitei pelo óculo, perguntei alto “Quem é?” e baixei o volume da aparelhagem; nada, nem um som. Quando estava a começar a acreditar que algum dos filhos da vizinha devia andar a brincar no corredor e voltei para o sofá, bateram de novo, desta vez com mais força; abri a porta de uma vez e lá estavas tu, em pé, com um enorme ramo de flores a tapar metade do teu rosto. Naquela altura não sei o que me passou pela cabeça, posso apenas calcular o que pensaria alguém que por ali passasse nesse momento; saltei-te para o colo (sem nem te dar tempo de pousar as flores), a rir enquanto as lágrimas, de alegria, me escorriam pelas bochechas. “Amo-te”, disseste, baixinho, enquanto me apertavas contra o peito; foi o momento mais feliz da minha vida. Independentemente do que digam ou pensem de mim, do que revelem as minhas atitudes ou o meu carácter, eu sou louca por ti; é só isso que importa agora.
(trabalho para escrita criativa)
Segunda-feira, 4 de Abril de 2011
Palco da vida
A vida dá voltas e voltas e acabamos por voltar sempre àqueles lugares de onde nos esfolamos por sair. Entrei de cabeça baixa mas na primeira inspiração o cheiro de álcool misturado com perfume fez brotar um sorriso no meu rosto. O cheiro a familiaridade, a casa, que sacude a poeira das memórias e acende uma lareira cá dentro.As luzes a meio gás deixaram-me escondida na penumbra, uma silhueta de contornos ténues, espectadora sem bilhete.Acendi um cigarro e encostei-me à ombreira.-Pst, Devine, apaga esse fogo antes que te ponha na rua...
Sorri. O roçar da barba dele no meu pescoço e a doçura da voz da qual estive privada durante anos derreteram o que restava para me sentir de novo parte daquele lugar.
-E desde quando se cumpre a lei nesta espelunca?
-Muito mudou, minha querida...
Se era verdade, a mim não parecia. O palco estava igual, as mesas eram as mesmas, o balcão continuava sujo e rachado e quase podia jurar que as cortinas ainda tinham aquela mancha que ambos sabíamos porque lá estava.
-O Jorge já não toca saxofone como ninguém?-sorri.
-Está para nascer quem o faça melhor,- sorrindo-me de volta, passou as costas da mão pelo meu rosto- da mesma maneira que ainda não achámos quem cante como tu...
Saí das sombras e fiz sem pressas o percurso que por anos a fio foi a minha rotina. Toquei as cadeiras como que para sentir cada momento esquecido e enquanto subia as escadas do palco ouvi os aplausos, os assobios, todo o clamor.
-Acho que já não seria capaz...
-Tenta. Só estou eu, aqui.Mata saudades.
Peguei no microfone. Desligado. Melhor, assim seria menos audível a loucura que estava prestes a cometer. Despi o casaco e deixei-o caído no chão. Soltei o cabelo. Fechei os olhos e vi a minha vida como uma cassete de vídeo das antigas, a rebobinar. O casamento falhado. O emprego que não me preenchia. A perda dos amigos verdadeiros. Aquela sala, todas as noites em que sem preconceitos nem pudor dei vida à minha alma. Era feliz. Senti o calor do holofote e soube que estava na hora. A voz, meia presa ao início, depressa tomou posse do palco inteiro.
***
A voz dela soava feroz e magnifica, majestosa e fatal, como um felino selvagem no seu habitat. E ele ouvia-a com o prazer de sempre, a luxuria invadindo todo o seu corpo, sabendo que nem o passar dos anos mataria o que sentia por aquela mulher tão distante e fechada. Sentado, olhando para ela, desejou ter vivido doutra maneira, ter tido mais coragem, não ter deixado a felicidade escapar por entre os dedos. Porque teria Devine voltado?
***
O coração batia-me a galope quando finalmente libertei tudo o que acumulei no tempo que estive longe dali. Estava afogueada, com calor, mas sentia-me mais leve. Diogo olhava-me do meio da sala, sentado na cadeira, enternecido. Os seus olhos brilhavam. Apercebi-me das saudades que tinha dele, de como mais ninguém me fazia corar e desviar os olhos, do quanto ficava nervosa quando estávamos sós.
-Não te parti os copos todos?
-Falando neles, aceitas uma bebida?
-Claro. Serves-me?
-Não aqui. Está uma noite linda, vamos aproveitar.
-Mas, e o teu emprego? Duas horas e isto vai estar a abarrotar.
-Há anos que não vejo esta sala cheia,- havia uma verdade dolorosa nos olhos dele enquanto tirava do bolso o telemóvel e o desligava- e de qualquer maneira, eles safam-se sem mim. Hoje nada me vai tirar de perto da mulher que, quando desaparece, leva a minha alma.













